6 dicas inovadoras para bases dermatológicas excelentes


Como está a qualidade das suas bases dermatológicas?

A qualidade na criação de bases dermatológicas é fundamental para que o produto seja aceito pelo mercado. Milhares de pessoas fazem uso desse tipo de produto diariamente e, para tanto, sua qualidade deve ser normatizada.

Para que o tratamento e a utilização dos mais variados produtos tópicos sejam realizados, é muito importante que estes não sejam pegajosos, oleosos, pesados e que, principalmente, não promovam uma sensação desagradável quando aplicado na pele. Existirá um alto risco dos consumidores interromperem a utilização do produto se a base for mal formulada e manipulada. Dessa forma, a eficácia do tratamento estará comprometida, destacando exemplos como o tratamento de combate a acne e manchas, redução de rugas e sinais de envelhecimento e outros tratamentos cosméticos. Além disso, a intenção do consumidor sobre novas compras poderá conter objeções baseadas em experiências negativas.

É muito importante que a base dermatológica atenda alguns requisitos básicos para reforçar sua aceitação no mercado cosmético. É necessário  garantir excelência sensorial ~toque seco, toque sedoso, toque aveludado~ e boa espalhabilidade o que irá facilitar a aplicação do produto na pele.

Existem algumas dicas muito importantes para a criação e preparo de bases dermatológicas.

Continue lendo esse artigo e conheça 6 dicas inovadoras para a manipulação de bases estáveis e de qualidade:

 

 

Dica 1: espessantes

Atenção ao tipo e quantidade de espessante utilizado no preparo da sua base.

Caso a escolha seja por utilizar polímeros naturais, como hidroxietilcelulose ou goma xantana, é muito importante se atentar para a concentração do componente. Quando em excesso, polímeros naturais podem fornecer pegajosidade ao sistema, deixando o produto com uma aderência excessiva quando em contato com a pele e difícil de ser aplicado. Além disso, o excesso de polímeros naturais pode prejudicar também a aparência do sistema, promovendo a obtenção de emulsões sem brilho.

 

Dica 2: óleos e manteigas vegetais

Atenção para o excesso desses ingredientes em sua fórmula.

A quantidade excessiva desses emolientes em sistemas emulsionados, pode promover o aumento da sensação de oleosidade na pele. Isso favorecerá o aumento do brilho além de desconforto durante a aplicação do produto.

É importante ressaltar que essa recomendação refere-se ao cuidado em evitar o excesso, e de forma alguma tem intenção em indicar a retirada total desses componentes da formulação. Esses emolientes promovem importantes benefícios à pele, como por exemplo, o auxílio no reestabelecimento da barreira cutânea e, consequentemente, no fortalecimento da pele.

Quando pensamos na obtenção de sensoriais agradáveis, o ideal é não utilizar nas formulações apenas manteigas e óleos vegetais, como manteiga de karité, óleos de morango, canola, amêndoas e etc. Procure adicionar ésteres de toque seco e leve junto a esses componentes com características oleosas. Isso irá balancear o perfil sensorial do produto, promovendo um toque extremamente agradável no ato da aplicação.

Regras práticas:

  • Em bases para peles oleosas não adicione mais que 5,0 % de manteigas e óleos vegetais.  Esse tipo de pele já possui grande quantidade de lipídeos, e a adição de componentes oleosos pode ser prejudicial, deixando-a muito mais oleosa do que já é naturalmente.
  • Em bases para peles secas, a concentração das manteigas e óleos deve ser superior a 5%. Em alguns casos, quando a pele se caracterizar como extremamente ressecada, considere a concentração entre 15 a 20% desses componentes, mas sempre em conjunto com ésteres e emolientes com sensoriais leves.

 

 

Dica 3: emulsionante

Não economize no emulsionante.

Uma das principais causas de quebra em bases cosméticas emulsionadas acontece justamente por falta de emulsionante suficiente para promover a emulsificação do sistema. O emulsionante é a peça chave para a formação de uma emulsão estável, e sem ele todo o trabalho realizado na manipulação torna-se vão, mesmo que utilizada a farmacotécnica correta e matérias-primas de excelente qualidade.

É o emulsionante na concentração adequada que vai fazer com que a fase oleosa (apolar) se misture com a fase aquosa (polar), promovendo a formação de misturas estáveis, impedindo assim a separação das fases envolvidas.

Esse cuidado deve ser redobrado quando o assunto for bases fotoprotetoras. Esse tipo de formulação geralmente possui altas concentrações de filtros solares, os quais são componentes que apresentam características oleosas. Quanto maior a presença de componentes oleosos na formulação, maior é a dificuldade de evitar a quebra do sistema. Por isso fotoprotetores com separação de fases são tão comuns. O grande problema está na falta de emulsionante adequado para promover a emulsificação dessa alta carga oleosa encontrada nesse tipo de produto.

Pode-se, portanto, definir uma regra para bases fotoprotetoras: quanto maior o FPS do produto, maior é a concentração de filtros solares utilizados, e portanto maior é a sua carga oleosa.

Sendo assim, para que não haja problemas em relação à quebra das bases cosméticas, é muito importante escolher bons emulsionantes e usá-los na concentração adequada. É importante seguir a indicação do fabricante.

 

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Dica 4: aquecimento

O aquecimento do sistema é fundamental.

Para obtenção de bases dermatológicas excelentes ~ aparência, brilho e acabamento ~ é de extrema importância o aquecimento correto dos componentes da formulação. Esse procedimento é um dos pontos críticos do processo e fundamental para que ocorra uma boa homogeneização entre todas as matérias-primas da fórmula.

Uma vez que se expõe o sistema à energia térmica cria-se condições para que componentes sólidos sofram derretimento. Ceras, manteigas e bases autoemulsionantes são exemplos de componentes que devem ser fundidos para a homogeneização do sistema. Caso os componentes sólidos não estejam devidamente fundidos e incorporados, é possível o aparecimento de grumos durante a produção.

Atenção para as regras práticas sobre o aquecimento:

  • Fases aquosa e oleosa devem ser aquecidas separadamente até que a temperatura se aproxime de 75 a 80°C.
  • Evite aquecer o sistema em temperaturas acima de 80°C, principalmente se houver componentes de origem vegetal na formulação. Muitos desses componentes são sensíveis e podem ser degradados caso a temperatura esteja muito elevada.
  • Somente após o aquecimento das fases, adicione a fase oleosa sobre a aquosa para promover a homogeneização do sistema.

O aquecimento correto do sistema é um ponto crítico na produção de emulsões dermatológicas e pode influenciar profundamente as características do produto. Portanto, seja cuidadoso nessa etapa da manipulação.

 

 

Dica 5: agitação

Não descuide da agitação.

A agitação promove uma melhor dispersão da fase oleosa na fase aquosa e isso sugere cuidado durante esse procedimento. A água e o óleo são líquidos que não se misturam, portanto é necessário fornecer energia mecânica para que as gotículas de óleo sejam reduzidas de modo homogêneo na fase aquosa. Dessa forma será possível otimizar a mistura entre os componentes.

Aprenda 2 regras práticas:

  • No preparo de cremes e loções ~ emulsões simples, com baixa carga oleosa ~ utilize uma agitação de 1500 a 2500 rpm. Já é suficiente para promover homogenização entre as fases envolvidas.
  • Na produção de formulações fotoprotetoras ~ caracterizadas por possuir altas concentrações de componentes oleosos ~ utilize alta agitação. 3000 a 3500 rpm já garantem a boa homogenização do sistema, maior estabilidade e menor risco de separação de fases.

 

Dica 6: rolling

Excesso de pó no sistema pode formar rolling.

É comum manipuladores se precipitarem ao adicionar modificadores de sensorial em suas formulações. Esses componentes são encontrados em forma de pó e a adição sem critério pode sobrecarregar a formulação. O pó em excesso no sistema promove rolling – esfarelamento do produto quando aplicado na pele. A ocorrência do esfarelamento significa que a formulação não está bem estruturada em relação aos componentes. Desse modo, ocorre o desprendimento da base e o que era para ficar em contato e ser absorvido pela pele acaba sendo desperdiçado, impossibilitando a sua ação no local de aplicação.

Se você acabou de manipular uma grande quantidade de base e percebeu que a mesma está formando rolling, mantenha a calma. O ideal nessa situação é melhorar a espalhabilidade do sistema e facilitar a aplicação do produto ao diminuir o atrito com a pele. Para isso, adicione 5% de Ciclopentasiloxano, ou outro silicone fluido como, por exemplo, um Dimeticone de baixo peso molecular. Não se esqueça de homogenizar após a adição. Isso facilitará o deslizamento da base dermatológica e dificultará a formação do indesejável rolling.

 

Como garantir bases estáveis e de qualidade: relembre as 6 dicas inovadoras navegando pelo [infográfico] abaixo:

 

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