A crise dos conservantes

Entenda quais são os principais agravantes da crise dos conservantes, bem como o que pode ser feito para driblá-la

A indústria cosmética, principalmente da Europa, está passando por uma “crise de conservantes”. Devido à proibição do uso de determinados conservantes, associada à crença popular de que alguns conservantes têm efeitos prejudiciais à saúde, os cosmetologistas estão se encontrando com pouquíssimas opções viáveis de como conservar seus produtos.

Formular um cosmético que não propicia o crescimento de microorganismos não é o suficiente. Para que um produto passe pelos testes de segurança, é necessário que ele tenha o potencial de matar alguns microorganismos que possam entrar em contato com a formulação, seja nas prateleiras das lojas ou após a compra do produto, em situações regulares de uso.

O problema maior é que, além da lista de conservantes permitidos se encontrar cada vez menor, testes em animais são proibidos em toda a União Europeia, o que dificulta a pesquisa por novos conservantes.

A crise de conservantes tende a piorar um pouco antes de começar a melhorar. Isso se deve à tendência emergente de preservar o microbioma da pele, ou seja, de preservar os microorganismos que vivem e protegem a pele humana. Para que esses produtos sejam eficientes, é necessário que existam microrganismos ativos na formulação. Logo, os conservantes devem manter os microrganismos “maléficos” longe dos produtos, enquanto que os microrganismos “benéficos” devem ser preservados.

Algumas pessoas mais otimistas alegam que essa é a oportunidade ideal para que os desenvolvedores de produtos cosméticos sejam mais criativos, e inovem os produtos, por exemplo, associando diversos fatores que inibam o crescimento e desenvolvimento de micróbios, para que o uso de conservantes propriamente ditos, possa ser menor.

Além disso, o desenvolvimento de novas pesquisas pode ajudar a driblar a crise de conservantes, pois estudos mais profundos podem ser desenvolvidos para assegurar que os conservantes não ofereçam risco à saúde humana, bem como pesquisar novas fontes de conservantes consideradas mais “naturais”.

 

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O objetivo desse artigo é contribuir para a elevação do nível técnico de profissionais da área. Para qualquer orientação procure sempre um profissional habilitado como um dermatologista ou farmacêutico.

 

Referência:
Whitehouse, Lucy. [Tackling the beauty industry’s preservative crisis’: what can be done?] Cosmetics Design Europe, 08-Nov-17.